
A estreia da agora
O Encontro 2024 da Bondalti, com uma sala nova na véspera
A 19 de julho de 2024 fizemos o livestream e a gravação do Encontro 2024 da Bondalti, no Vila Galé de Sintra. Foi o primeiro trabalho da agora, e na véspera o encontro mudou para uma sala quase três vezes maior.
A sala do Vila Galé de Sintra para onde íamos tinha 8 por 9 metros e quarenta cadeiras, e na véspera, ao fim do dia, deixou de ser a nossa. O Encontro 2024 da Bondalti mudava para outra, de 12,5 por 16 metros e sessenta lugares, para caber mais gente. Era quinta-feira, 18 de julho de 2024. No dia seguinte a agora media production fazia o primeiro trabalho, e ainda não tinha uma câmara sua.
Uma planta refeita à noite
O Rafael Reigota já tinha trabalhado com a Bondalti antes de a agora existir, e foi por ele que nos chamaram para o Encontro 2024, em que a administração apresentava aos colaboradores o balanço de 2023 e as perspetivas para 2024. O pedido era o livestream e a gravação, para dentro de casa: emitimos para o YouTube da agora, como vídeo não listado, embebido numa página da Bondalti para quem não estava na sala.
Tínhamos preparado tudo em desenho, com uma planta que marcava o sítio de cada câmara, de cada luz e de cada caixa de corrente, e um esquema com todas as ligações, da câmara ao YouTube. A 12 de julho a planta ia na terceira versão. A quarta saiu na noite de 18, com a régie no canto oposto e os metros de cabo de cada câmara até ela, 38 na mais afastada. Mudar de sala na véspera é como mudar de casa com os móveis feitos à medida da outra, e mesmo assim não foi preciso ir buscar nada, porque íamos precavidos. O que preocupava o Bruno Amaral era a luz que levávamos, pensada para uma sala com pouco mais de um terço daquela área.

Três horas e um portátil
Chegámos às sete e meia, com até às dez e meia para montar. A régie cabia num portátil com vMix, e as câmaras eram três PTZ e uma Panasonic GH5, todas alugadas, porque o kit próprio ainda estava por comprar. O Bruno realizava. O Rafael tratava das câmaras e da produção. O som era do Miguel Bogalho, da Imperativa Melodia, nosso parceiro, e o Vasco Vieira, assistente, ia filmando a montagem entre recados: as imagens do making of são dele.

Montar em cima da hora é sempre stressante, e numa estreia ainda mais, porque não há trabalho anterior que diga que vai correr bem. O Bruno diz-me que se chegou ao meio-dia com tudo no sítio à custa de foco e de experiência. Eu, que nasci com o relógio adiantado e chego a todo o lado antes de ser preciso, naquela manhã não teria tido tempo para olhar para o teto.
Janelas para a serra
Divido as salas de hotel em duas famílias, as que têm vista e as que têm luz, e a do Vila Galé era das de vista, com uma parede de janelas virada para a serra de Sintra. A projeção também era nossa, e um projetor contra a luz de uma manhã de julho perde sempre. Aconselhámos a Bondalti a fechar as cortinas todas, e a sala ficou entregue à luz que levámos. Foi aí que se desfez o receio da véspera, porque a luz chegava.

O brilharete
O pedido era o livestream e a gravação. O grafismo da emissão ninguém o pediu: dois conjuntos de separadores animados, um no azul-claro da Bondalti Water e outro no azul-escuro da Bondalti, a mosca com o logótipo no canto do ecrã, os oráculos com o nome e o cargo de cada orador e uma contagem de um minuto antes da abertura. Fizemo-lo com tempo, muito antes de a sala mudar, porque era o primeiro trabalho e queríamos que se notasse. O Bruno chama-lhe um brilharete, e a Bondalti aprovou-o para a emissão.
Meio-dia e meia
A emissão estava marcada para o meio-dia e entrou no ar às 12h30, depois de um cartão azul a dizer "A transmissão começa em breve. Pedimos desculpa pelo atraso!" e do último minuto da contagem. Abriu com o vídeo institucional da Bondalti. Seguiram-se as intervenções da administração e um período de perguntas, que chegavam pelo Mentimeter e entravam também na emissão.

Às 13h15 saímos do ar com um separador e o cartão da agora, que nessa sexta-feira entrou numa emissão pela primeira vez.