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Régie do ECP Green Summit, com o Rafael Reigota de perfil diante do multiview das seis câmaras e o ecrã do evento ao fundo

Um palco com duas plateias

O ECP Green Summit para o Expresso

A 7 de outubro fizemos o livestream do ECP Green Summit para o Expresso, no Pavilhão de Portugal, numa sala com o palco ao centro e uma plateia de cada lado. Levámos seis câmaras, três para cada lado, e um segundo mix só para o ecrã da sala.

Cláudio Contracampo

O auditório do Pavilhão de Portugal não foi pensado para televisão. O palco fica no meio e as cadeiras sobem dos dois lados, umas de frente para as outras, como numa arena pequena. Quem fala vira-se para a esquerda, depois para a direita, e passa sempre parte do tempo de costas para alguém, o que na sala é simpático e numa emissão é um problema. Foi isso que o Rafael Reigota trouxe da visita de 11 de setembro, com o desenho do cenário e da luz, e foi por isso que levámos seis PTZ e mais um operador do que levaríamos a uma conferência com uma frente só.

A 7 de outubro, uma quarta-feira, passaram por aquele palco trinta oradores do ECP Green Summit, das nove da manhã às seis da tarde, em direto no Facebook do Expresso. O Expresso era media partner do encontro, que fechava a agenda Ecocerâmica e Cristalaria de Portugal, e chamou-nos para o livestream. Os oradores, que não tinham culpa nenhuma da arquitetura, passaram o dia a dividir-se entre as duas bancadas.

O auditório do Pavilhão de Portugal visto do balcão, com o palco de madeira ao centro e cadeiras amarelas dos dois lados
A sala vista do balcão, na visita de setembro: o palco ao centro e uma plateia de cada lado.

Três câmaras para cada lado

As seis PTZ ficaram três para cada plateia. Em cada lado, duas no topo das cadeiras e a terceira cá em baixo, junto ao palco. Chegavam por NDI à régie, em vMix, e pelo mesmo caminho saía o nosso sinal para o ecrã da sala; o grafismo do evento entrava por SDI. O ecrã e o formato do palco deixavam poucos sítios onde pôr uma câmara, e as seis ficaram onde cabiam, como cadeiras de um casamento à volta das colunas da sala.

Uma das plateias vista do palco, com as cadeiras amarelas em degraus e o balcão por cima
Uma das plateias, vista do palco em setembro. No topo de cada uma ficaram duas câmaras.

A montagem levou um dia inteiro. No ar, cada operador ficou com um lado: o Bruno Amaral com uma plateia, o Miguel Marques com a outra, cada um com o seu multiview, os dois ligados por intercom ao Rafael, que realizava.

Luz para as câmaras e para quem fala

A sala tem pouca luz natural, e a iluminação era de outra equipa de audiovisuais. Para as câmaras, quanto mais luz em palco, melhor. O técnico de luz tinha de pensar em trinta pessoas que iam passar o dia a olhar para as duas bancadas sem ficarem encandeadas. Chegámos a um equilíbrio, como dois vizinhos a acertar o volume de uma festa, entre a luz que servia às câmaras e a que ele achou tolerável para quem estava em cena.

Um ecrã que se via a si próprio

O ecrã da sala recebia planos das nossas câmaras, e algumas delas tinham o próprio ecrã no enquadramento. Se um desses planos fosse para lá, a sala via a imagem dentro da imagem, a repetir-se em túnel, como toda a gente já viu ao apontar a webcam para o monitor. Fizemos por isso um segundo mix, só para o ecrã, onde nunca entrava um plano com o ecrã lá dentro. A emissão para o Facebook tinha a sua realização, e o ecrã da sala tinha a dele, com regras próprias.

O auditório no dia do evento, com as duas plateias ocupadas, um painel em palco e, no ecrã por cima, o plano aproximado de um dos oradores
A sala no dia, com as duas plateias ocupadas, o debate sobre energia em palco e um plano das nossas câmaras no ecrã. Fotografia de José Fonseca Fernandes, Expresso.

Saltar o eixo

Com câmaras dos dois lados do palco, cortar de um lado para o outro salta o eixo: quem olhava para a esquerda passa a olhar para a direita, e o espectador perde a noção de quem fala com quem. O Rafael passava por um plano geral entre dois cortes, para o salto não se notar. O Bruno diz-me que não houve um momento mais difícil do que os outros. Foi o dia todo assim, um corte de cada vez, das nove às seis.

Nos debates, os oradores ficaram de lado para as duas plateias, e a emissão viveu sobretudo das câmaras junto ao palco, que os apanhavam de frente.

Quatro pessoas em palco, entre pedestais brancos facetados, numa conversa sobre capacitação
A conversa sobre capacitação e novas competências. Fotografia de José Fonseca Fernandes, Expresso.

A reportagem

Além do livestream, fizemos a reportagem em vídeo que o Expresso publicou com o artigo sobre o encontro. Filmou-a o Gonçalo Pardal, a Tânia Gaspar, jornalista, escreveu o guião, e a pós-produção ficou com o Rafael. A emissão do dia continua no Facebook do Expresso.